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Desmistificando o CFM

Posso falar sobre os procedimentos que realizo?

Pode

Sim. A Resolução CFM 2.336/2023 permite revelar resultados comprováveis de tratamentos e procedimentos, desde que não identifique pacientes, e permite material educativo sobre doenças e procedimentos. O que é vedado é ensinar a técnica em público e apresentar abordagem ainda não reconhecida pelo CFM.

Verificado em 5 de outubro de 2026 · Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024

Revisado por Jessica Gonçalves, responsável pela linha editorial da AlphaMed

A regra

O que a norma diz

É permitido ao médico: XVI – revelar resultados comprováveis de tratamentos e procedimentos desde que não identifique pacientes. Fica permitido o uso da imagem de pacientes ou de bancos de imagens com finalidade educativa, voltado a: I – elaboração de material direcionado à população a respeito de doenças e procedimentos em medicina e/ou relacionados à especialidade com RQE.
Resolução CFM nº 2.336/2023, art. 9º, inciso XVI, e art. 14, inciso I

O que isso significa na prática

  • Explicar o que é o procedimento, para quem é indicado e como é a recuperação é conteúdo educativo permitido.
  • Resultados podem ser mencionados quando comprováveis e sem identificar paciente.
  • Demonstrar e ensinar a técnica fora do ambiente médico é vedado, inclusive em vídeo gravado.
  • Divulgar método ou técnica não reconhecido pelo CFM é vedado pelo art. 11, VII.
Na prática

O que pode e o que não pode

Os mesmos elementos, com e sem o que a norma exige. A diferença costuma estar na legenda, não na foto.

O que pode

@perfil.exemplo

Exemplo fictício

Pode

perfil.exemplo Como funciona a artroscopia de joelho: por que ela é indicada, o que o exame precisa mostrar antes, quanto tempo leva a recuperação e em que casos a cirurgia aberta ainda é preferível.

Por quê

Material educativo sobre o procedimento, com indicação e limite, sem ensinar a execução.

O que não pode

@perfil.exemplo

Exemplo fictício

Não pode

perfil.exemplo Vou te ensinar o passo a passo da minha técnica autoral de preenchimento. Salva o vídeo e aplica!

Por quê

Ensino de técnica fora do ambiente médico e atribuição de técnica própria, vedados no art. 11, §2º, d, e no art. 11, IX.

Todos os exemplos desta página são fictícios, criados pela AlphaMed para ilustrar a regra. Nenhum reproduz publicação de profissional real.

Zona cinzenta

Onde a norma não é clara

A fronteira entre explicar e ensinar é o maior ponto cego dessa norma. Descrever as etapas de uma cirurgia para o paciente entender o que vai acontecer é informação ao público; a mesma descrição com detalhe de plano anatômico e material usado vira ensino. Não há critério objetivo, e os CRMs julgam pelo conjunto. A régua prática: se a publicação ajuda um leigo a decidir procurar avaliação, é educativa; se ajuda um profissional a reproduzir o ato, é ensino. Resultado comprovável também é expressão vaga, e na dúvida vale apoiar a afirmação em literatura citada em vez de experiência própria.

O que fazer

Três passos antes de publicar

  1. 01

    Escreva pensando no paciente que vai decidir procurar avaliação, não no colega que quer aprender.

  2. 02

    Inclua sempre indicações e limites do procedimento, não só benefícios.

  3. 03

    Se a técnica não é reconhecida pelo CFM, não publique.

Fontes

De onde saiu cada afirmação

Conteúdo revisado por Jessica Gonçalves, sócia-fundadora da AlphaMed, responsável pela linha editorial e pela aprovação de conteúdo médico dentro das normas do CFM.

Este conteúdo é informativo e foi produzido a partir das fontes citadas acima. Ele não substitui a consulta ao seu CRM. A responsabilidade pela publicidade médica é sempre do profissional, e casos específicos devem ser levados à Codame do seu conselho regional.

Ficou com dúvida

Quer conferir se o que você publica está dentro da norma?

A AlphaMed trabalha exclusivamente com a área da saúde desde 2016 e produz conteúdo médico dentro do que o CFM permite. A primeira conversa é sem compromisso.